No vídeo “Experiences Build Brain Architecture” disponível no YouTube, destaca-se a importância das experiências vividas durante os primeiros anos de vida e o impacto duradouro que têm na arquitetura do cérebro em desenvolvimento. Os genes fornecem o plano básico, mas são as experiências que moldam o processo, determinando se o cérebro da criança fornecerá uma base forte ou fraca para toda a aprendizagem futura, comportamento e saúde.
Nesse período crítico do desenvolvimento cerebral, bilhões de células cerebrais, chamadas neurônios, enviam sinais elétricos para se comunicar uns com os outros. Essas conexões formam circuitos que se tornam a base da arquitetura cerebral. A proliferação de circuitos e conexões acontece em um ritmo acelerado e é reforçada pelo uso repetido.

Nossas experiências e ambiente determinam quais circuitos e conexões são mais utilizados. As conexões que recebem mais uso tornam-se mais fortes e permanentes. Enquanto isso, as conexões menos utilizadas desaparecem por meio de um processo normal chamado poda. Os circuitos bem utilizados criam caminhos rápidos como relâmpagos para que os sinais neurais viagem por regiões do cérebro.
Circuitos simples se formam primeiro, fornecendo uma base para que circuitos mais complexos sejam construídos posteriormente. Por meio desse processo, os neurônios formam circuitos e conexões fortes para emoções, habilidades motoras, controle comportamental, lógica, linguagem e memória durante o período crítico inicial de desenvolvimento. Com o uso repetido, esses circuitos se tornam mais eficientes e se conectam a outras áreas do cérebro com mais rapidez.
Embora tenham origem em áreas específicas do cérebro, os circuitos são interconectados. Não é possível ter um tipo de habilidade sem o suporte das outras. Como na construção de uma casa, tudo está conectado, e o que vem primeiro forma uma fundação para tudo o que vem depois.

