{"id":968,"date":"2017-03-19T19:40:44","date_gmt":"2017-03-19T22:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/k01.com.br\/?page_id=968"},"modified":"2017-03-19T19:40:44","modified_gmt":"2017-03-19T22:40:44","slug":"aprendizagem-significativa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/k01.com.br\/index.php\/aprendizagem-significativa\/","title":{"rendered":"Aprendizagem Significativa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sensos-e Vol:<\/strong> III<strong> Num:<\/strong> 1\u00a0\u00a0ISSN 2183-1432<strong>URL:<\/strong> <a href=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?p=10575\">http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?p=10575<\/a><\/p>\n<article id=\"post-10575\" class=\"post-10575 post type-post status-publish format-standard hentry category-tic\"><header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\">Artes Visuais para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Atividade Semipresencial na Forma\u00e7\u00e3o de Professores<\/h1>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Autor:<\/strong> <a href=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?page_id=180&amp;aid=191\">L\u00edgia de Assis Monteiro Fontana<\/a><\/td>\n<td><strong>Afilia\u00e7\u00e3o:<\/strong> Universidade Aberta de Portugal<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Autor:<\/strong> <a href=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?p=10575\">Lilian de Assis Monteiro LIZARDO<\/a><\/td>\n<td><strong>Afilia\u00e7\u00e3o:<\/strong> Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"rsmkeys\"><strong>Resumo: <\/strong>Com o crescente n\u00famero de aplicativos presentes na comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, o presente estudo visa mostrar o resultado de uma aula digital online dialogado com um Workshop educacional presencial realizado com estudantes do curso de Pedagogia de uma institui\u00e7\u00e3o particular de ensino. O objetivo foi oferecer subs\u00eddios para uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica diferenciada que incide em reflex\u00f5es sobre a utiliza\u00e7\u00e3o consciente dos smartphones no ambiente escolar com o aplicativo Whatsapp. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou como instrumento de coleta de dados a observa\u00e7\u00e3o participante. Ap\u00f3s um olhar atento para o objeto de pesquisa, foi poss\u00edvel identificar que o aplicativo pode contribuir para uma aprendizagem significativa, desde que o professor utilize de um design instrucional para a organiza\u00e7\u00e3o do ambiente.<strong>Palavras-Chave: <\/strong>\n<a href=\"https:\/\/www.google.pt\/search?q=mobile%20learning\" target=\"blank\">mobile learning<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.google.pt\/search?q=%20aula%20digital\" target=\"blank\">aula digital<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.google.pt\/search?q=%20forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20professores.\" target=\"blank\">forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/a><\/div><strong>Abstract: <\/strong>With the growing number of applications present in the instant communication, the present study aims to show the result of a digital online class in dialogue with a face-to-face educational Workshop held with students of Pedagogy of a particular educational institution. The goal was to offer subsidies for a differentiated pedagogical practice that focuses on reflections on conscious use of smartphones in the school environment with the What\u2019s app application. It is a qualitative research that used as instrument of data collection the participant observation. After a closer look at the object of research, it was possible to identify that the application can contribute to a meaningful learning, since the teacher use of instructional design for the environmental organization.<strong>Keywords: <\/strong>\n<a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=mobile%20learning\" target=\"blank\">mobile learning<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=%20digital%20classrooms\" target=\"blank\">digital classrooms<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=%20teacher%20training.\" target=\"blank\">teacher training.<\/a>\n<h1 class=\"entry-title\">Artes Visuais para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Atividade Semipresencial na Forma\u00e7\u00e3o de Professores<\/h1>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Autor:<\/strong> <a href=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?page_id=180&amp;aid=191\">L\u00edgia de Assis Monteiro Fontana<\/a><\/td>\n<td><strong>Afilia\u00e7\u00e3o:<\/strong> Universidade Aberta de Portugal<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Autor:<\/strong> <a href=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/?p=10575\">Lilian de Assis Monteiro LIZARDO<\/a><\/td>\n<td><strong>Afilia\u00e7\u00e3o:<\/strong> Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"entry-meta\"><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content\">\n<div>pag: 1<\/div>\n<p class=\"titulos\" align=\"center\"><strong>1.\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico no uso da internet e de aplicativos, softwares e plataformas virtuais, nossa cultura se transforma para um novo contexto: A era digital.\u00a0 E mediante este progresso surge um novo conceito de aprendizado, que deve ser pensando durante a forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, colaborando para que os professores e alunos transformem suas vidas e rela\u00e7\u00f5es em processos permanentes de aprendizagem contribuindo para ao processo formativo tecnol\u00f3gico com o objetivo de desenvolver cidad\u00e3os produtivos para esta sociedade globalizada. (Moran, 2013)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Nesta perspectiva, dentro do \u00e2mbito educacional, transforma-se o papel do professor, j\u00e1 que antes era o detentor do conhecimento. Para Behrens (2013) \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta a linguagem digital para romper com o conservadorismo, sendo imprescind\u00edvel que o professor leve esta linguagem em conta, al\u00e9m da linguagem oral e escrita, que envolve historicamente o processo de ensinar e aprender.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Na nova concep\u00e7\u00e3o, o estudante deixa de ser apenas um espectador da aula e passa a ser um protagonista da sua pr\u00f3pria aprendizagem, sendo motivado a buscar o conhecimento e desenvolver sua criatividade e autonomia para sempre buscar solu\u00e7\u00f5es para novas situa\u00e7\u00f5es problemas (Fava, 2014).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Para Belloni (2009) o ensino \u00e9 capaz de levar os alunos a viverem o seu processo de aprendizado, todavia devem ser auxiliados na constru\u00e7\u00e3o da aprendizagem criativa e aut\u00f4noma. Nesta perspectiva o professor assume um papel de facilitador e mediador dos processos tecnol\u00f3gicos, pois os estudantes n\u00e3o encontrar\u00e3o respostas prontas. Tamb\u00e9m n\u00e3o trabalha sozinho. Usa a tecnologia, defende suas ideias e trabalha na comunidade para complementar seu trabalho acad\u00eamico (Fava, 2014).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Com dom\u00ednio das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, estes conhecimentos podem ser trabalhados a fim de promover um sentindo social, tanto para comunidade quanto para a unidade educacional.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Pensando desta forma podemos verificar que as novas tecnologias est\u00e3o cada vez mais presentes na vida desta nova gera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes sendo necess\u00e1rio que as escolas e universidades estejam preparadas para utilizar novas tecnologias a favor do ensino e da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<div>\npag: 2<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">A relev\u00e2ncia educacional da atividade se encontra na variedade que juntas se complementam, pois dentro de uma sala de aula temos v\u00e1rios seres pensantes que interpretam a tem\u00e1tica de uma forma, cada um com sua particularidade e bagagem cultural e cientifica. Observar outros grupos, as diversas interpreta\u00e7\u00f5es e coloca\u00e7\u00f5es, promove um confronto educacional, novas hip\u00f3teses, constru\u00e7\u00f5es de conceitos acomodando e gerando novos conhecimentos.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">O importante \u00e9 fazer do momento da atividade e o per\u00edodo que a antecipa, intera\u00e7\u00f5es prazerosas e din\u00e2micas. Esta postura motiva os participantes, futuras a\u00e7\u00f5es e gera expectativa como ser\u00e1 esta comunica\u00e7\u00e3o e troca de saberes. A intera\u00e7\u00e3o que antecede a atividade proporciona tamb\u00e9m, em argumentos inovadores e significativos, pois motiva o participante a estudar e estimula na elabora\u00e7\u00e3o dos argumentos que ser\u00e3o trocados.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Refletindo sobre a comunica\u00e7\u00e3o digital existente com o crescimento de aplicativos, esta pr\u00e1tica de ensino surgiu para pensar na import\u00e2ncia de criar estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento favorecendo a reflex\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Para responder o problema central: O uso de aplicativos m\u00f3veis pode colaborar para uma aprendizagem significativa dentro da forma\u00e7\u00e3o inicial do professor? Foi planejada uma atividade digital com o objetivo geral de oferecer subs\u00eddios para uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica diferenciada que incide em reflex\u00f5es sobre a utiliza\u00e7\u00e3o consciente dos <i>smartphones <\/i>no ambiente escolar, por meio do uso do aplicativo <i>Whatsapp. <\/i>Al\u00e9m de investigar os benef\u00edcios desta metodologia na forma\u00e7\u00e3o de professor, buscando identificar dificuldades que foram enfrentadas pelos participantes, bem como a intera\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e o desenvolvimento de um comportamento investigativo e colaborativo.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Palloff e Pratt (2002) mostram que o processo colaborativo de aprendizagem \u00e9 fundamental para que as atividades ocorram de forma positiva e com o sucesso satisfat\u00f3rio. As referidas autoras definem a aprendizagem colaborativa e\/ou cooperativa como sendo um conjunto de processos no qual as pessoas focam na ideia de trabalho coletivo e na colabora\u00e7\u00e3o entre os participantes, mas sempre orientada por uma pessoa que neste caso pode ser o professor que se torna um mediador pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Neste caso, como os estudantes do curso de pedagogia ir\u00e3o trabalhar com um p\u00fablico que vive na era digital, como mostra a seguinte pesquisa:<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Os resultados indicam, tamb\u00e9m, que o uso de Internet aumenta em raz\u00e3o da idade dos entrevistados, pelo menos entre os que acessam a Internet todos os dias, pois, assim como acontecia em 2012, em 2013 foram observados percentuais maiores \u00e0 medida que aumenta a faixa et\u00e1ria dos respondentes: os de 9 a 10 anos representavam 36% e passaram a 49%; os de 11 e 12 anos subiram de 43% para 50%; os de 13 e 14 anos sa\u00edram de 53% para 65%; e os de 15 a 17 anos cresceram de 56% para 74%.(Marques, 2015, p.14).<\/p>\n\n<div>\npag: 3<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">O uso da internet pelas crian\u00e7as e adolescentes ocorrem por meio de diferentes recursos tecnol\u00f3gicos, celular, tablets, computadores. Sendo assim, o professor pode associar o uso da tecnologia com atividades educacionais, cujo tempo ser\u00e1 transformado para o aprendizado, a navega\u00e7\u00e3o acontece com um objetivo pedag\u00f3gico. Pensando desta forma os estudantes do curso de pedagogia utilizaram este aplicativo favorecendo novas possibilidades educacionais.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Outro fator que movimenta esta atividade \u00e9 o conte\u00fado desenvolvido digital, mas de forma l\u00fadica, que se torna uma ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o e registro com o objetivo de acompanhar o crescimento e amadurecimento intelectual dos estudantes. Tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de mapear o conhecimento inicial da bagagem cultural da turma, assim criar novas estrat\u00e9gias de trabalho que podem ser pensadas e desenvolvidas.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Os resultados que foram alcan\u00e7ados nos fazem refletir sobre como as novas tecnologias digitais ampliam a velocidade e o potencial da capacidade de aprender, de forma a registrar, estocar e representar a informa\u00e7\u00e3o escrita, sonora e visual. (Kenski, 2007)<\/p>\n<p class=\"titulos\"><strong>\u00a02.\u00a0Metodologia do trabalho\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Esta pesquisa \u00e9 de base qualitativa que utiliza como instrumento de investiga\u00e7\u00e3o a observa\u00e7\u00e3o participante que \u201cconsiste na participa\u00e7\u00e3o real do pesquisador na comunidade ou grupo\u201d (Lakatos e Marconi, 2010, p.177).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">A comunidade envolvida eram 14 alunas e 1 aluno, do 5\u00ba\/6\u00ba trimestre noturno do curso de Pedagogia de uma institui\u00e7\u00e3o particular de ensino.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Inicialmente foi planejado um curso de forma\u00e7\u00e3o continuada sobre artes na educa\u00e7\u00e3o infantil. O per\u00edodo de realiza\u00e7\u00e3o ocorreu entre os dias 01 a 04 de junho de 2015, totalizando 24 horas de aula. A participa\u00e7\u00e3o ocorreu em dois momentos: presencial e a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">No momento do ensino a dist\u00e2ncia foi planejado uma aula virtual intitulada: \u201cAula Digital: Desenhos na Educa\u00e7\u00e3o Infantil\u201d, para sua execu\u00e7\u00e3o foi criado um grupo no aplicativo <i>Whatsapp<\/i> pela professora Ligia Fontana, titular da disciplina \u201cForma\u00e7\u00e3o do professor de Educa\u00e7\u00e3o Infantil\u201d<i>,<\/i> no qual foi tratado conte\u00fados como: fases do desenho, tipos e simbologia, import\u00e2ncia para identificar situa\u00e7\u00f5es que necessitem de interven\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o de <i>Luquet <\/i>e Piaget e avalia\u00e7\u00e3o de alguns desenhos como parte pr\u00e1tica e exerc\u00edcio desta aula.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">J\u00e1 no momento do ensino presencial foi realizado um workshop educacional que foi intitulado da seguinte forma: \u201cI <i>Workshop<\/i> educacional: t\u00e9cnicas de arte para a educa\u00e7\u00e3o infantil\u201d realizada pela Prof.\u00aa Lilian Lizardo.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">A Prof.\u00aa Lilian Lizardo abordou com os alunos a leitura e releitura de diferentes obras de arte dialogadas com diferentes t\u00e9cnicas de pintura para serem aplicadas em qualquer contexto escolar.<\/p>\n\n<div>\npag: 4<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">A organiza\u00e7\u00e3o do <i>Workshop<\/i> educacional, ocorreu com a parte te\u00f3rica sempre associada \u00e0 leitura de obras de arte e possibilidades de parte pr\u00e1tica envolvendo atividade e projetos educacionais. As t\u00e9cnicas de arte trabalhadas foram: guache e cola; papel crepom com \u00e1gua e cola; dobradura do sapo; monotipia; bolinha sab\u00e3o colorida; pintura coletiva; autorretrato com espelho; carv\u00e3o com cola; pintura aquarelada; pintura com bucha; positivo e negativo com raspas de giz de cera; desenho m\u00e1gico \u2013 giz de cera banco e anilina dilu\u00edda e dobradura da casa; cria\u00e7\u00e3o livre com objetos n\u00e3o estruturados. E a frui\u00e7\u00e3o partiu das obras dos seguintes artistas: <i>Van Gogh<\/i>; Romero Brito. Poesia de Cecilia Meirelles \u201cBolhas\u201d; <i>Body Art<\/i> de Priscilla <i>Davanzo<\/i>; <i>Piet Mondrian <\/i>e Mir\u00f3.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Os alunos participaram do <i>Workshop<\/i> educacional com todas as t\u00e9cnicas apresentadas na pr\u00e1tica e montaram um portf\u00f3lio de possibilidades educacionais nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Durante todo o curso realizado havia a intera\u00e7\u00e3o entre estudantes e as professoras, nesta perspectiva as observa\u00e7\u00f5es participantes foram de forma natural e artificial concomitantemente, na medida em que a professora titular da sala acompanhava a realiza\u00e7\u00e3o do curso, ou seja, estava integrada ao grupo. E a professora convidada observava se os alunos conseguiam atingir os objetivos propostos, ou seja, o observador tem a intencionalidade de \u201cintegrar-se ao grupo com a finalidade de obter informa\u00e7\u00f5es\u201d (Lakatos e Marconi, 2010, p.177).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">A observa\u00e7\u00e3o se deu em todos dos contextos desde os di\u00e1logos no aplicativo <i>Whatsapp<\/i> at\u00e9 a aula presencial com a realiza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas com diferentes materialidades art\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"titulos\"><strong>\u00a03.\u00a0Atividade semipresencial na forma\u00e7\u00e3o de professores<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\" align=\"left\">Este projeto consiste em utilizar o <i>Whatsapp<\/i> como ferramenta no processo de ensino aprendizagem. Nesta etapa do projeto foi trabalhado um conte\u00fado voltado para a amplia\u00e7\u00e3o do report\u00f3rio cultural e conhecimento pedag\u00f3gico a respeito do desenho infantil e suas respectivas fases.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Ao partir do pressuposto que \u201co professor precisa saber que pode romper barreiras mesmo dentro da sala de aula, criando possibilidades de encontros presenciais e virtuais que levem o aluno a acessar as informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas no universo da sociedade do conhecimento. (Behrens, 2013, p. 80) foi criado o curso. Com o di\u00e1logo entre o ensino presencial e a dist\u00e2ncia, utilizando os recursos que est\u00e3o dispon\u00edveis a todos, foi organizado os t\u00f3picos abaixo descrevendo as atividades.<\/p>\n<p class=\"subtitulos\" align=\"left\"><strong>\u00a03.1\u00a0 Grupo no<i> Whatsapp<\/i>: Di\u00e1logos e reflex\u00f5es sobre o desenho infantil.<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\" align=\"left\">O \u201cProjeto <i>Mobile Learning:<\/i> <i>Whatsapp <\/i>na educa\u00e7\u00e3o 3.0\u201d \u00e9 uma atividade educacional que gira em torno do uso das ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o, como o aplicativo<b> <\/b><i>Whatsapp na educa\u00e7\u00e3o. <\/i>A implanta\u00e7\u00e3o desta modalidade de ensino teve in\u00edcio no 2\u00ba trimestre de 2014, dando continuidade no ano letivo vigente. At\u00e9 o momento foi utilizado quatro formas diferentes de atua\u00e7\u00e3o no aplicativo, como: \u201cavalia\u00e7\u00e3o na palma da m\u00e3o\u201d, \u201ccurso: <i>design thinking<\/i> para a educa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201coficina: audiodescri\u00e7\u00e3o para literatura infantil\u201d e neste estudo ser\u00e1 relatado um momento espec\u00edfico, quando o olhar para a pesquisa foi transformado, que constituiu no curso \u201caula digital: desenhos na educa\u00e7\u00e3o infantil\u201d.<\/p>\n\n<div>\npag: 5<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">Ao pensar em um trabalho diferenciado para ser realizado no ambiente acad\u00eamico foi planejada a proposta de utilizar o celular para continuar os di\u00e1logos que efervescia a sala de aula e diante da finaliza\u00e7\u00e3o da proposta podemos verificar o quanto os indiv\u00edduos s\u00e3o digitais e como se movimentam no espa\u00e7o cibern\u00e9tico.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">O uso do celular como pr\u00e1tica pedag\u00f3gica vem aumentando no Brasil, como mostra a pesquisa realizada pela CETIC em 2015;<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0No Brasil, os professores come\u00e7am a incorporar as tecnologias m\u00f3veis para auxiliar as atividades pedag\u00f3gicas. Em 2015, o percentual de professores que tamb\u00e9m utilizaram o celular para acessar a Internet aumentou em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ano da pesquisa: passou de 66%, em 2014, para 85%, em 2015. Com a dissemina\u00e7\u00e3o do uso da rede por meio do celular, mais de um ter\u00e7o dos docentes (39%) afirmou utilizar o dispositivo para realizar alguma atividade com os alunos. (CETIC.BR)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0Para superar o uso do celular no ambiente educacional como conven\u00e7\u00e3o social (Bento e Cavalcante, 2013) a proposta desta atividade \u00e9 de um curso semipresencial, certificado pela universidade, para conscientizar os futuros professores do uso de recursos pedag\u00f3gicos e tecnol\u00f3gicos que podem estar acess\u00edveis a todos.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Para a intera\u00e7\u00e3o durante o curso ocorrer de forma clara e objetiva foi pensado no di\u00e1logo entre as atividades presenciais e a atividade a dist\u00e2ncia. Al\u00e9m de um design espec\u00edfico que criasse a identidade daquele momento de forma\u00e7\u00e3o. E um cronograma de in\u00edcio e fim das tarefas.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0A primeira etapa foi desenvolvida para trocar os conhecimentos pr\u00e9vios dos estudantes. Seria um mapeamento do que poderia incidir no replanejamento das atividades. Todavia os resultados foram positivos, os alunos interagiam uns com os outros e respondiam aos questionamentos levantados para gerar reflex\u00e3o e pesquisa.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12802\" src=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/wp-content\/uploads\/admin\/img1.png\" alt=\"IMG1\" width=\"606\" height=\"354\">Inspirados na mai\u00eautica socr\u00e1tica, os questionamentos por parte do mediador eram constantes a fim de levar o p\u00fablico a reflex\u00e3o de conceitos e assim a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento individual e coletivo (Levy, 2009). Al\u00e9m de gerar maior enriquecimento na intera\u00e7\u00e3o, possibilitar uma \u201creflex\u00e3o cr\u00edtica do papel da inform\u00e1tica na aprendizagem e dos benef\u00edcios que a era digital pode trazer para o aluno como cidad\u00e3o\u201d (Behrens, 2013, p.81).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12803\" src=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/wp-content\/uploads\/admin\/immgg2.png\" alt=\"IMMGG2\" width=\"595\" height=\"327\">As dificuldades encontradas foram a simultaneidade de respostas, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 uma plataforma de ensino e o aplicativo n\u00e3o foi criado para esta finalidade, as discuss\u00f5es ocorriam de forma simult\u00e2nea, assim um determinado questionamento poderia ser respondido de forma subsequente ou n\u00e3o. Para Kenski (1998) a vantagem das tecnologias digitais \u00e9 o rompimento de uma narrativa continua e sequencial de imagens e textos e passa a ser um fen\u00f4meno descontinuo.<\/p>\n\n<div>\npag: 6<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">A facilidade encontrada estava na palma da m\u00e3o, pois a participa\u00e7\u00e3o poderia ocorrer em qualquer momento, seja no transporte, em casa, no trabalho. O que incide na sua autonomia de escolher o seu pr\u00f3prio tempo e o seu espa\u00e7o sem qualquer restri\u00e7\u00e3o por outras pessoas. (Hargittai e Hinnant, 2008)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Outra quest\u00e3o levantada \u00e9 a necessidade de um design instrucional, na qual compreende-se como todo o planejamento dentro do processo de ensino-aprendizagem. Isto inclui \u201catividades, estrat\u00e9gias, sistemas de avalia\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos e materiais instrucionais. Tradicionalmente, tem sido vinculado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos, mais especificamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de materiais anal\u00f3gicos\u201d (Filatro e Piconez, 2004, p. 02).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Neste sentido, tamb\u00e9m foi pensado uma maneira da fala do professor se tornasse evidente dentro do aplicativo. Logo foi criado uma imag\u00e9tica, ou seja, uma imagem com falas e figuras que ilustrassem o conte\u00fado.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">O diferencial deste grupo foi que convidamos a Prof.\u00aa Lilian de Assis Monteiro Lizardo, especialista na \u00e1rea das tecnologias, psicopedagoga e atuante na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o infantil desde 2004, para ministrar um Workshop presencial, para interagir com os alunos trazendo sua experi\u00eancia acad\u00eamica e pr\u00e1tica pedag\u00f3gica sobre a tem\u00e1tica dos desenhos na educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">O debate digital fez parte do contexto presencial, quando as atividades do Workshop de artes dialogassem com as demais propostas de forma\u00e7\u00e3o do educador infantil, tem\u00e1tica principal da disciplina ministrada na faculdade.<\/p>\n<p class=\"subtitulos\"><strong>\u00a03.2 Workshop educacional: t\u00e9cnicas de arte para a educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0As intera\u00e7\u00f5es educacionais realizadas na aula digital produziram um efeito positivo, pois durante o processo de participa\u00e7\u00e3o observamos que os alunos atuavam em qualquer hor\u00e1rio. Os alunos aproveitaram este momento e enviaram v\u00eddeos, relatos de caso e suas viv\u00eancias pedag\u00f3gicas, desenhos de crian\u00e7as, artigos e reportagens sobre as tem\u00e1ticas tratadas. Para participa\u00e7\u00e3o algumas foram experimentar as t\u00e9cnicas apresentadas pela Prof.\u00aa Lilian de Assis Monteiro Lizardo e ao mesmo tempo avaliando os est\u00e1gios dos desenhos que seus alunos poderiam estar vivenciando.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Todas as d\u00favidas foram trabalhadas e as devolutivas eram fornecidas durante a intera\u00e7\u00e3o no grupo. Ao finalizar o curso os alunos comentaram sobre o Workshop educacional e solicitaram mais dicas e t\u00e9cnicas que poderiam ser utilizadas, foi quando a Prof.\u00aa Lilian contextualizou outras linguagens que poderiam ser utilizadas junto \u00e0s artes visuais, com outras materialidades como utilizando o pr\u00f3prio corpo, pinturas com bolhas de sab\u00e3o, impress\u00e3o das m\u00e3os criando diferentes desenhos.<\/p>\n\n<div>\npag: 7<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">Desta forma, possibilitou que as estudantes entrassem em contato com as diferentes linguagens da arte, que por sua vez, \u201cnos fazem vivenciar na vida e na sala de aula a emo\u00e7\u00e3o, a sensibilidade, o pensamento, a cria\u00e7\u00e3o, seja atrav\u00e9s da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, seja atrav\u00e9s das obras dos mais diversos autores e artistas\u201d (Martins, Picosque, Guerra, 2010, p. 09)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">As alunas despertaram interesse sobre a leitura das obras de arte refletido sobre uma a\u00e7\u00e3o docente promotora de cultura e que contribui para a constru\u00e7\u00e3o de uma po\u00e9tica pessoal para si e seus alunos. As produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas s\u00e3o um \u201cmodo singular de tornar vis\u00edvel seu olhar sobre o mundo\u201d (Martins, Picosque, Guerra, 2010, p. 46).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Nesta perspectiva foi trabalhado com a metodologia triangular que compreende o ler, o fazer e o contextualizar (Barbosa, 2010).<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">No processo de leitura, foi incitado aos alunos olharem para a obra buscando relatar detalhes que as comp\u00f5e. Cada obra faz parte de um mundo simb\u00f3lico, que contempla a produ\u00e7\u00e3o do sistema de signos. Ou seja, partindo da concep\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica de Peirce (2005) o signo representa algo para algu\u00e9m, \u201cse o signo \u00e9 algo distinto do seu objeto, deve haver no pensamento ou na express\u00e3o, alguma explica\u00e7\u00e3o, argumento ou outro contexto que mostre como, segundo que sistema ou por qual raz\u00e3o, o signo representa o objeto ou conjunto de objetos que representa\u201d (Peirce , 2005, p.47)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Desta forma ocorria a interpreta\u00e7\u00e3o das obras art\u00edsticas de \u201cNoite estrelada de Van Gogh\u201d; \u201cO abra\u00e7o de Romero Brito\u201d. Poesia de Cecilia Meirelles \u201cBolhas\u201d; Body Art em Priscilla Davanzo \u2013 A mulher vaca; \u201cO Jardim de Mir\u00f3\u201d de Miro, e a arte cubista de Piet Mondrian. A express\u00e3o po\u00e9tica entre os estudantes ocorreram em diversas obras. A que causou maior espanto foi a \u201cA mulher vaca\u201d em Priscila Davanzo, foi observado que a leitura neste momento percorreu a quest\u00f5es morais, como o que levou ela querer ser uma vaca.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Como algumas obras n\u00e3o faziam parte do acervo cultural das alunas constantemente foi levantada uma quest\u00e3o por parte das estudantes o que era ou n\u00e3o ser \u201carte\u201d. Depois de, insistentemente, refletir sobre a intencionalidade do artista, na linguagem semi\u00f3tica, e na ess\u00eancia do art\u00edstico, alguns conceitos foram sendo internalizados. Al\u00e9m de iniciarem um processo de infer\u00eancia com a sua realidade, ao relacionar com suas experi\u00eancias de fam\u00edlia e amigos.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Ap\u00f3s a leitura, ocorria a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, ou seja, o fazer dentro da metodologia triangular. Neste momento, refletimos sobre o conceito de releitura, n\u00e3o como reprodu\u00e7\u00e3o da obra, mas como inspira\u00e7\u00e3o de algumas singularidades que iria incidir na sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, de acordo com uma t\u00e9cnica de pintura estabelecida.<\/p>\n\n<div>\npag: 8<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">Barbosa (2010) nos ensina que equivocadamente o t\u00f3pico de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica foi sendo interpretada como c\u00f3pia da obra lida. Na verdade, o que estamos propondo \u00e9 o despertar da criatividade, como express\u00e3o atrav\u00e9s da imagem.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Durante a realiza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas, inicialmente as alunas sentiram dificuldade, dizendo que n\u00e3o sabia desenhar. A manifesta\u00e7\u00e3o desta inseguran\u00e7a se deve pela compara\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio desenho ao modelo. Depois de conversar sobre a import\u00e2ncia de se expressar, criar a partir de suas pr\u00f3prias habilidades, de desenvolver sensibilidade, e n\u00e3o possuir um julgamento precipitado de acordo com um padr\u00e3o de beleza.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Para melhor conscientiza\u00e7\u00e3o foi mostrada a obra surrealista do Mir\u00f3, em que n\u00e3o existe certo ou errado, \u00e9 s\u00f3 imaginar e fruir. Assim, as alunas relaxaram e responderam a proposta do curso de produzir arte.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">A aprecia\u00e7\u00e3o pelo que estava sendo produzido era evidente, tanto que, na mesma semana, algumas t\u00e9cnicas foram sendo reproduzidas com seus alunos.<\/p>\n<img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10578 aligncenter\" src=\"http:\/\/sensos-e.ese.ipp.pt\/wp-content\/uploads\/ligiafontana\/01.jpg\" alt=\"01\" width=\"591\" height=\"529\">\n\n<strong>\u00a0<\/strong>\n<table class=\"tablevideo\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><strong>V\u00eddeo \u2013 Desenho coletivo<\/strong><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td>\n<table class=\"tablevideo\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"corpoTexto\">Quando nos referimos a etapa de contextualiza\u00e7\u00e3o foi focado na contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da obra e no que pode contribuir para uma transforma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do indiv\u00edduo, quando este \u00e9 submetido as diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da cultura. E o professor deve ser um mediador cultural, ou seja, refletimos sobre a contextualiza\u00e7\u00e3o do conhecimento aprendido, como poderiam transcender aquelas paredes para toda a sociedade.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Ap\u00f3s o encontro presencial voltamos para um fechamento o curso online, em que a partir da solicita\u00e7\u00e3o das alunas de mais dicas e t\u00e9cnicas que poderiam ser utilizadas, foi quando a Prof.\u00aa Lilian contextualizou outras linguagens junto \u00e0s artes visuais, com outras materialidades como utilizando o pr\u00f3prio corpo, pinturas com bolhas de sab\u00e3o, impress\u00e3o das m\u00e3os criando diferentes desenhos.<\/p>\n<p class=\"subtitulos\"><strong>\u00a03.3 A avalia\u00e7\u00e3o da atividade semipresencial<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0A avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem ocorreu durante as intera\u00e7\u00f5es no aplicativo. Os fatores que contemplam esta a\u00e7\u00e3o foram: ressignifica\u00e7\u00e3o do grupo educacional, etiqueta, aten\u00e7\u00e3o ao assunto tratado, qualidade do conte\u00fado exposto, intera\u00e7\u00e3o com os participantes, sugest\u00f5es de assuntos, instigar novos debates, produzir conte\u00fado, forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o sobre a tem\u00e1tica e outros pontos que podem surgir com alguma eventualidade. A avalia\u00e7\u00e3o do aplicativo por parte dos alunos sempre s\u00e3o fornecidas ao final de cada atividade.<\/p>\n\n<div>\npag: 9<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">Nesta perspectiva podemos dizer que o Whatsapp pode ser uma ferramenta educacional que favorece o processo de ensino e aprendizagem, promove a imers\u00e3o neste contexto digital e tecnol\u00f3gico, al\u00e9m de aproximar professores e alunos. Como os alunos s\u00e3o conectados nesta rede a tecnologia m\u00f3vel cria um cen\u00e1rio diferenciado e atrativo na educa\u00e7\u00e3o presencial. Ainda, o professor pode utilizar esta metodologia de trabalho digital com diferentes idades e tornar um aliado na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"titulos\"><strong>\u00a04. Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">\u00a0Por meio das \u201ctecnologias moveis, que chegam as m\u00e3os dos alunos e professores, trazem desafios imensos de como organizar estes processos de forma interessante, atraente e eficiente dentro e fora da sala de aula, aproveitando o melhor de cada ambiente, presencial e digital\u201d (Moran, 2013, p.13). Desta forma \u00e9 poss\u00edvel pensar numa aprendizagem significativa com uso de diferentes aplicativos, a partir de uma perspectiva mobile learning, com o di\u00e1logo de duas modalidades de educa\u00e7\u00e3o: presencial e digital.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">A partir da realiza\u00e7\u00e3o deste curso, vimos que alguns aplicativos se transformam em ambientes digitais criando ambientes de aprendizagem virtuais, favorecendo as trocas de experi\u00eancias, conte\u00fados, atividades e informa\u00e7\u00f5es, que se transformar\u00e3o em conhecimento. Neste tipo de atividade proposta para a coleta de dados, foi observado que os envolvidos devem possuir e desenvolver habilidades como as formas de pensar, opinar e contribuir, al\u00e9m de trocarem experi\u00eancias de aceita\u00e7\u00e3o, responsabilidade, realiza\u00e7\u00f5es das tarefas e juntos atingirem as metas estabelecidas para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento coletivo.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Alguns desafios foram enfrentados para a concretiza\u00e7\u00e3o do curso, como acessibilidade (uso da internet m\u00f3vel) por todos os alunos em qualquer lugar. Para aqueles com dificuldade, chegavam mais cedo na faculdade para utilizar o wi-fi no seu celular. Alguns conseguiram participar nos seus domic\u00edlios ou no transporte.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Diante deste dado \u00e9 poss\u00edvel evidenciar como o uso da tecnologia e da internet pode gerar desigualdade digital, como afirma Hargittai e Hinnant (2008). Este ponto n\u00e3o foi discutido neste artigo, mas que poder\u00e1 ser estudado futuramente diante de outros estudos comparativos. Todavia um ponto positivo foi a exclus\u00e3o digital que envolvia parte das alunos, como desconhecimento de aplicativos de comunica\u00e7\u00e3o virtual, e de seus respectivos recursos.<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Diante desta proposta, refletimos que Pallof e Pratt (2002) falam que a aprendizagem colaborativa \u00e9 uma experi\u00eancia com utiliza\u00e7\u00e3o de uma tecnologia, em que os alunos se envolvem, aprendem sobre o que \u00e9 proposto, sobre o processo de aprendizagem e sobre si mesmos.<\/p>\n\n<div>\npag: 10<\/div>\n<p class=\"corpoTexto\">Na perspectiva das autoras, os alunos que trabalham coletivamente produzem um conhecimento mais profundo, deixam de ser independentes para se tornarem interdependentes e acrescenta a import\u00e2ncia do processo de compartilhar nos diversos momentos, pois nesta intera\u00e7\u00e3o todos e os envolvidos criam expectativas e estas, por sua vez, faz os participantes convergirem e como resultado tem o processo de aprendizagem colaborativo. (Pallof e Pratt, 2004)<\/p>\n<p class=\"corpoTexto\">Neste sentido podemos verificar que as tecnologias sociais auxiliam os alunos a criar, construir, compartilhar al\u00e9m de superar dificuldades juntos. Criam um sistema de suporte colaborativo entre participantes, esta integra\u00e7\u00e3o facilita o processo de comunica\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, recursos diferenciados, argumentos significativos e a participa\u00e7\u00e3o de todos. Outro ponto \u00e9 aquele aluno que n\u00e3o participa com opini\u00f5es no ensino presencial, neste modelo de atividade se coloca, se mostra, participa. Muitas s\u00e3o as descobertas em uma atividade como esta, professor e alunos, o crescimento e avan\u00e7os s\u00e3o para todos os envolvidos. Diante da proposta de uma pessoa alheia a nossa conviv\u00eancia di\u00e1ria, como o caso da professora que ministrou o Workshop, n\u00e3o ocasionou timidez entre os alunos, ao contr\u00e1rio, levou a indag\u00e1-la sobre o processo de ensino de artes. No inicio a professora ficou surpresa ao utilizar esta ferramenta como parte de um projeto no ensino superior, buscando investigar se h\u00e1 cientificidade neste processo. Contudo, esta aula a dist\u00e2ncia superou suas expectativas, nos motivando a consolidar este trabalho e divulgar esta aula como registro escrito e fundamentado dentro do ambiente acad\u00eamico.<\/p>\n\n<\/div>\nRefer\u00eancias\n<div id=\"referencias_bibliograficas_clear\">Behrens, M. A. (2013). Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In J. Moran, <i>Novas tecnologias e\nmedia\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/i>. S\u00e3o Paulo: Papirus.\n\nBelloni, M. L. 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